07 agosto 2006

Domingo

  1. Após mais um dia de cão, em que o abandono e a indiferença mais uma vez me prostraram e quase desidrato por causa da perda de água, este poema nasceu. Pelo menos algo de bom saiu de um dia tão horrível.


Dúvidas de Domingo

06/08/06



Enquanto minh’água

O papel ensopa,

Lá dentro minh’alma

Triste, se esgota.


Por que sou tão solitário?

Por que viver sozinho?

Por que tão abandonado?

Tão só no caminho?


Será meu destino

Tornar-me ermitão?

Por que, desde menino,

Tanta solidão?


Por que meu maior sonho

Nunca realizarei?

Será que neste abandono

Sempre viverei?


Sem lar, sem família

Sem companhia nem nada,

Falando com a mobília,

Ouvindo a empregada?


Meus pais, uma mulher,

Ter filhos, amor,

Como outro qualquer

Não serei merecedor?


Uma pequena gentileza,

Um carinho, Uma ligação,

Um prato, uma miudeza,

Feitos com o coração?


Não mereço nada disso,

Feio, inútil, maldito.

Por isso profetizo

Viver sempre proscrito.


A água já me turva

A vista tão cansada

Melhor parar, que já custa,

Esta confissão desbragada.

Mainha, Patolina

29 maio 2006

Em Verde



No aniversário de um mês, aí vai algo que eu fiz para alguem MUITO especial...

Em Verde

26/05/06

Verde-jade
Verde-grama
Verde-jaspe
Vê: te ama.

Verdes olhos
Verde-mar
Verde-óleo
Ver-te: amar.

Verde-ar
Verde-limão
Verde olhar
Derriba avião

Verde pato
Verde lindo
Verde ato
Ver di vino...




Dedicado a Patolina

13 março 2006

Minha Deusa


Minha Deusa
27/11/05

Sua Alteza
Da beleza
Fonte de carinho
E da riqueza.

Vaca dourada
Deusa sagrada
Ser superior
Minha amada.

Da Santa Rita
A mais bonita
Alto tesouro
Minha querida.

Tão especial
Super maternal
Chefe do gado
Internacional.

A cor da chita
É a duma pepita
Minha Duquesa
Da Santa Rita.


Dedicado a Duquesa
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