Vislumbrando uma Alma
Aqui está em forma escrita a parte mais escura e profunda de mim, o lado oposto ao do meu outro blog, o SoGréia (http://sogreia.blogspot.com).
29 março 2025
A Oração
13 março 2025
Conversão
09 março 2025
O Amor e o silêncio
07 março 2025
Ele existe!
22 janeiro 2025
Laughter
Outro dia estava eu ouvindo música enquanto trabalhava, quando no meio da lista de reprodução entrou a versão ao vivo de "Stairway to Heaven", do Led Zeppelin. Talvez uma das canções mais chatas do Rock, mas que eu gosto muito, principalmente como "som de fundo" enquanto trabalho.
De repente, do nada, ouvi o grito de Robert Plant no meio da canção, bem destacado do resto: "Does anybody remenmber laughter?" e a gritaria do público quase apagou o meu susto ao me pegar respondendo:
I don't.
I just don't remember the last time I laughed. For pure mirth, in the middle of a laughing group, I just can't remember the last time that I laughed and saw laughter.
Hoje, conversando com minha consciência, ela me disse: Você não é feliz. E tive que concordar com ela. Eu, que já disse que era um ser pura e completamente feliz, que conhecia a felicidade, hoje não sou mais feliz, pelo contrário, vivo aperreado, pelos cantos, pelo chão...
E como é que saio dessa? Será que ainda consigo redescobrir a felicidade?
05 março 2024
A Idade da Mulher
O senhor vai convir que homem tem idade. Homem envelhece, homem amadurece, tem idade, sempre tem X anos ou está na faixa de tal a tal idade. Simples assim. Normal, cronológico, comum. Homem tem idade.
Mas mulher não. Mulher é um ser tão diferente que não deveria ter X anos. Sempre me rebelei com isso, sempre estranhei quando dizia que "fulana tem x anos". Não soa natural, não é normal. Não deveria constar do documento de identidade.
Notei que mulher tem fases, e deveria ser classificada assim:
No começo é "menina". Do momento que nasce até que acontece a metamorfose, é menina. Você olha e vê que é uma menina, o jeito infantil, o rosto puro, tudo é uma menina. Não mudou.
Aí algo acontece (não sei o que, mas acontece), e ela vira "mulher". É adulta, tem uma rigidez, um modo de agir e se comportar diferente da menina. Não importa a idade, o estado civil, maternidade ou não, menina é sempre diferente de mulher. Você nota fácil, tem umas que você não consegue chamar de menina, outras que não consegue pensar em termos de mulher. São diferentes.
Algumas - raras, raríssimas - passam por uma fase especial. A fase gloriosa. A fase da loba. A gente pode exemplificar com Vera Fischer, e inclusive pode chamar de fase Vera Fischer. É aquela mulher que, se fosse um homem, seria de meia-idade, algo entre os 40 e 45 anos, mas que é "diferente". Ela brilha. Tem uma luz própria, que nem sempre vem de sua beleza externa, mas de uma beleza interior, uma luz interna, um conforto consigo mesma que é raríssimo de se ver. Confesso que não consigo conversar com uma dessas mulheres na fase gloriosa. Me sinto intimidado, como se tivesse 4 braços, ou algo assim.
A próxima fase é a "velha". Você pisca e ela mudou. A pele ficou diferente, a expressão no rosto, a própria postura às vezes muda, e ninguém sabe porque, mas começa a chamá-la de "senhora". Pode ser que ainda continua bonita, mas não tem como descrever, virou... velha. Simples assim!
E depois morre.
Confesso que considerei uma honra - e mesmo um choque - ter presenciado algumas dessas transições em algumas mulheres que me cercam.
21 março 2021
O Abraço
Um gesto simples. Você vai até uma pessoa, abre os braços e, quando seu tórax toca no dele(a), fecha os braços e aperta.
Soa estranho dito assim, né? Até invasivo e violento, mas na verdade é talvez o gesto mais carinhoso e reconfortante que existe. Talvez seja a melhor coisa que existe, quem sabe?
E aí mesmo tempo é tão simples, tão natural que você nem nota que abraçou o colega de trabalho, o conhecido que não vê a muito tempo, o amigo, parente, pai, filho...
E aí chegou a praga, e as pessoas ficaram com medo de tocar umas nas outras. Não se vê mais os parentes, quanto mais abraçar! Não se toca nos colegas de trabalho, nem mesmo se aperta as mãos... Tocar virou ameaça de morte.
E eu fiquei preso. Na rua, com medo até de tocar nos outros. Em casa, dormindo com o inimigo, nem esbarrar é permitido, quanto mais abraçar! Estou a um ano com apenas um abraço de meu pai e um de minha mãe, através de uma cortina de plástico, mais um que roubei de minha sogra. Ah, o senhor diz, e os meninos?
OK, se peço muito eles me abraçam, mas são crianças, não entendem o que se passa, não sabem o quão legal E nutritivo para a alma este gesto pode ser.
E aí? O que faço?
Converso com o senhor, meu único leitor.
Um Ano de Pandemia
Esta semana completei um ano que fui mandado trabalhar em casa por causa da Pandemia.
Lembro que naquela época, alimentado por livros e documentários sobre pragas, o medo e a incerteza me cercavam. Me despedir de meus colegas de trabalho foi uma das coisas mais estranhas de minha vida. Ninguém sabia quando nos veríamos de novo, SE nós veríamos de novo, se ainda teríamos empregos... A tristeza e a incerteza pairavam no ar como uma névoa negra.
Mas as previsões de milhares de mortes por dia graças a Deus não se concretizaram, os números baixaram e pudemos voltar a trabalhar presencialmente, viajei a trabalho (morrendo de medo dos hotéis, dos aviões e até dos carros), me tornei parte da equipe mais legal que já vi, e no geral tive um ano excelente.
Mas aí peguei a doença, e pior: enquanto negava até para mim mesmo, transmiti para minha esposa, que precisou ser internada. Passamos as festas isolados de nossos filhos, vendo-os apenas por videoconferência.
Mas sobrevivemos, com cicatrizes, mas sobrevivemos, e agora estou de novo trabalhando em casa, enquanto a nova onda de mortes assola o Brasil e a vacinação avança a passos de cágado. Entes queridos começaram a morrer, mas ainda tem gente que ignora o que está à sua volta.
Quanto tempo isto vai durar? Não temos como saber, apenas posso rezar, tomar cuidado e esperar.
Que o senhor, meu querido e único leitor, também sobreviva, e sua família também!
16 junho 2019
De Limões e Abraços
Quantas vezes dizemos isto por ano? Quantas vezes ouvimos isto, dito para nós mesmos ou em nossa presença?
Eu mesmo não sei. É um moto de minha vida, um hábito. Procurar ver a lição que Deus colocou por trás de uma adversidade, procurar transformar um mal em bem, procurar absorver um golpe e seguir lutando são hábitos há muito tempo fixados em minha mente. Um exercício mental constante.
Mas ultimamente tenho me sentido um liquidificador; de tanto suco de limão que eu tenho feito, estou com azia. De tanto absorver golpes eu me sinto roxo, dolorido.
Tenho vivido à beira de um abismo sem ter onde me segurar por tanto tempo, que me equilibrar virou hábito.
Mas estou cansando. Sem apoio, sem ajuda, não tenho mais força pra lutar; sem comida, minha alma não fica mais de pé.
Apenas um abraço, um carinho, um sorriso, um toque, uma palavra amistosa, dados livre e espontaneamente, sem que seja preciso pedir, implorar, alimentariam de novo a alma, dariam forças para continuar lutando...
Mas onde conseguir? De quem? QUEM? Só vejo repulsa à minha volta, todos se afastam de mim como se estivesse leproso... Ou são pequenos demais para conseguir ajudar, mesmo que sabiam que podem...
Até para desabafar, para gritar, só tenho o senhor, meu único leitor.
Como posso fazer uma limonada com isso?
20 outubro 2016
Paternidade
Todos dizem que o pai nasce junto com o primeiro filho, enquanto que a mãe nasce na concepção.
Peço vênia para discordar. O pai também nasce na concepção, apenas de outra forma. Enquanto a mãe passa os meses da gravidez sentindo tudo o que acontece com o bebê, na prática tendo ele só para si, o pai vive de migalhas.
Durante todos aqueles meses de gestação, o pai vive preso em um mundo diferente: até outro dia era filho, era protegido, e agora ele tem a obrigação de proteger. Proteger alguém que ele não sente, que ainda está escondido dele, mas que ele já ama acima de tudo. Aliás, obrigação não é bem a palavra. É mais um desejo maior do que ele mesmo, como se nada mais tivesse sentido.
Quando o bebê nasce, e o verdadeiro pai o recebe em seus braços, seu coração quase que explode de emoção.
Ver aquela pequena vida que ele ajudou a fazer, um verdadeiro milagre, é indescritível.
Só então, com essa ciranda de emoções à mostra, é que as pessoas vêem que ele nasceu, coisa que aconteceu meses antes.
Então vêm as fraldas, as mamadeiras, e vontade de chegar mais cedo em casa, de botar pra dormir, tudo pra poder passar mais tempo com o bebê.
Realmente, todos exaltam - e com razão - a mãe, mas é bom lembrar também do outro autor da façanha.
01 dezembro 2015
Morte-vida Solitário
02 março 2015
Bebê
01 março 2015
Fofurim
01 janeiro 2014
Dois Réveillons
14 dezembro 2013
Vida a Dois
24 maio 2013
Delie
02 abril 2013
De volta à vida
Mas há uma cena dele que não me sai da cabeça nos últimos dias. Nela, um nórdico pergunta ao protagonista, um árabe, que tinha dormido com uma mulher nórdica, se ela tinha "lhe acabado ou trazido de volta à vida".
Pois bem, ultimamente tenho me sentido trazido de volta à vida. Revivido. Hoje mesmo estava na estrada e pensando que não me sentia assim tão vivo, forte e, por que não dizer, feliz a anos. Muitos anos. Desde que, no Primeiro Jogo de Rugby no Nordeste nós arrasamos os Potiguares que não me sinto tão vivo assim. Como se pudesse destruir o mundo. Como se pudesse ir a um quartel dos Fuzileiros Navais e encher todo o mundo de tapas e ninguém fosse fazer nada.
A testosterona está tão alta que um dia destes caíram umas gotas de suor numa gatinha e ela virou lésbica.
Hoje eu poderia enfrentar Godzilla que ele se lascaria, viraria bolsa de jacaré.
Fui trazido de volta à vida.
E nem sabia que estava morto...
Um morto de férias?
Até mais que vou viver!
04 fevereiro 2013
Em Chamas
Labaredas queimam.
Arde.
Haverá cicatrizes.
Ficarei ainda mais desfigurado? Quem sabe?
Haverá cura?
Haverá cura?
Haverá cura?
Remédio?
Melhora?
Haverá quem me trate?
.
.
.
...
Haverá alguém?
31 agosto 2009
Aurélio Seabra Correia Nogueira, 12/12/1916 - 23/08/2009
O texto a seguir foi iniciado em 2006, para os 90 anos de Vovô, mas não ficou pronto a tempo. Foi agora modificado para ser lido durante a missa de sétimo dia. Espero que alegre e ajude vocês.
- Agora eu digo a você!
- Aaaai! Vou morrer de catapora!
- As comidas são variadas e os pratos são os mesmos!
- Olha a Xepa!
Quem não se lembra das frases de "seu" Aurélio?
Ou da "papa" de Cremogema, dura como um queijo?
Qual das netas, principalmente as mais jovens, nunca dançou de calcinha em cima da mesa da sala? Calma! Elas tinham no máximo seis anos...
Outra inesquecível é a castanha de caju. Desde que se instaurou a "quarta-feira", ele nunca deixou faltar a castanha de caju, assada no forno e nadando em manteiga. Ou a água de coco.
Cada um de nós pode citar dezenas de fatos engraçados e/ou belos que vivenciou com Vovô. Eu mesmo poderia passar horas - anos - contando histórias de minha vivência com "seu Aurélio".
Mas essas histórias, embora em sua maioria façam as pessoas sorrirem ou mesmo gargalharem, trariam tristeza, e esse é um sentimento que Vovô, acho, jamais gostaria que um de seus entes queridos sentisse. Eu mesmo não me lembro de jamais ter visto Vovô chorando...
Enquanto condensava três páginas da Bíblia em 5 minutos de leitura para o enterro, me lembrei que, acima de Católicos, todos os descendentes de Vovô e Vovó são Cristãos. Mesmo os que aderiram a outras seitas ainda são cristãos.
E me perguntei: Qual o princípio básico do Cristianismo? A resposta é clara: "Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei". E qual o segundo princípio do Cristianismo? Esse vem de sua religião-mãe, o Judaísmo: Os justos entrarão no reino dos céus.
Como Jesus mesmo nos disse:
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.
E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho”.
Meus queridos, De acordo com o credo cristão, se alguém é justo e bom, irá para um lugar melhor do que este (uma morada da casa do Pai). Embora tenha tido seus defeitos (e todos nós os temos), se houve um homem justo e bom em nossa família, esse homem foi Vovô. Se acreditarmos que Vovô foi um homem justo e bom, devemos nos regozijar por ele estar em um lugar melhor do que este.
O que morreu em 23/08/09 foi o casco. A essência, a alma, na verdade nasceu de novo. E nasceu em um lugar melhor do que esta terra em que estamos. Parou de sofrer.
Ao pensar nisso foi que notei que qualquer tristeza pela morte de Vovô seria egoísmo de minha parte. Notei que eu deveria alegrar-me por ele. E alegrar-me duplamente: Por ele ter deixado de sofrer aqui na Terra e por ter nascido para um “reino” melhor do que este.
Por isso que, quando um amigo querido veio me dar “os pêsames”, eu lhe respondi que estava feliz por Vovô. E é assim que me sinto: Feliz.
- Feliz por que “Seu Aurélio” descansou de suas atribulações e nasceu para a felicidade.
- Feliz por que “Seu Aurélio” reencontrou os seis filhos que o precederam na “nova morada”.
- Feliz por que “Seu Aurélio” pôde segurar em seu colo tantos filhos, netos e bisnetos.
- Feliz por que “Seu Aurélio”, junto de D. Lourdes, pessoas com no máximo o segundo grau, criou uma família com dezenas de bacharéis, vários Mestres e muitos Doutores.
- Feliz por que “Seu Aurélio” e D. Lourdes, embora tenham tido uma família enorme, nunca tiveram o desgosto de um descendente criminoso ou desviado.
- Feliz por que “Seu Aurélio” reuniu-se de novo a seu amor, a sua “Lourdinha”.
- Feliz por que “Seu Aurélio” continua vivo em 11 filhos, 27 netos e 10 bisnetos, com muitos mais a caminho.
Pessoal, “SEU AURÉLIO” ESTÁ VIVO!
E VIVA VOVÔ!
26 junho 2008
Quase dois meses
Segunda-feira, 30 de junho de 2008, completarei dois meses de casado.
Finalmente casado, diriam meus amigos e parentes, pois aos 35 anos e ainda solteiro as opiniões já estavam se dividindo a meu respeito:
Havia os que me achavam gay.
E havia os que achavam que eu era otário demais pra casar-me um dia.
E havia os que achavam que era tarde demais.
Mas uma criaturinha me apareceu um dia num treino de Rugby e me lascou a vida de vez. Em poucos meses - dias? - começamos a namorar, e dois anos e um dia depois do primeiro beijo, estávamos no Fórum do Recife recebendo a certidão de casamento.
Nestes quase dois meses, mesmo com as broncas e brigas que cercaram as preliminares da festa do casamento católico, posso dizer que estou realizado. Que estou feliz.
Que me orgulho demais de ter-me casado com Pato.
Que exulto de alegria todas as manhãs ao vê-la ao meu lado na cama.
Que, embora apreensivo quanto ao futuro, tambem não deixo de vê-lo com mais alegria agora que tenho alguem tão especial para compartilhá-lo.
Só queria que meus amigos fossem tão felizes em suas escolhas quanto eu sou. Que o senhor, meu querido e único leitor, fosse tão feliz em sua vida de casado quanto tenho sido. Que tenha feito uma escolha tão bem-feita quanto a minha.
Por isso que todas as noites agradeço a ela antes de dormir...
Boa noite!
02 junho 2008
Beslan que se dane!
Mas outro dia apareceu uma história na Televisão que me chocou tanto quanto Beslan chocou meus conhecidos, amigos, colegas... Me refiro ao Caso Isabella.
No começo achei que era apenas mais um caso de delegado querendo aparecer na Televisão, mas à medida que as investigações evoluiram, espicaçadas pela mídia que precisava de um escândalo para encobrir outro(s), novos fatos foram aparecendo, dentre os quais os que mais me chamaram a atenção foram os seguintes:
- Se não fosse pela insistência da imprensa os assassinos ainda estariam soltos.
- Um sujeito matou a própia filha para proteger uma estranha.
É isso mesmo, meu querido e único leitor, claro que a polícia só continuou atrás de fazer laudos, reconstiuições, análises, etc. por causa da pressão posta pela imprensa, como sempre ávida por assunto pra publicar entre os anúncios de pasta de dentes e cerveja. Se não fosse a tuia de repórteres praticamente morando dentro da delegacia, chamando peritos para serem entrevistados em tudo quanto é programa, seguindo tudo quanto é carro da família dos suspeitos pra lá e pra cá, a esta hora os assassinos estariam calmamente transando sem nem pensar mais no que fizeram com uma menininha de seis - SEIS - anos.
O que mais me revoltou nesse caso foi ver que o tal do Alexandre Martoni cortou a tela de segurança do apartamento, empurrou a filha para fora, segurou-a e depois soltou-a para a morte, para proteger a mulher dele, que ele achava que tinha morto a menina por estrangulamento. O SUJEITO MATOU A PRÓPRIA FILHA PARA PROTEGER UMA ESTRANHA! Mas, o senhor deve estar se perguntando, a tal da Ana Carolina Cara de Jatobá não é a mulher dele? Claro que é a mulher dele, mas mulher não é parente. Filho é gene do seu gene, o elo mais forte que pode prender dois seres vivos, E O FILHO DE UMA CHOCADEIRA IGNOROU ESSE ELO AO MATAR A PRÓPIRA FILHA!
Agora a imprensa diz que ele está preso em isolamento, para evitar que os outros presos o matem. Sabe de uma coisa? O que fizerem com ele eu acho é pouco.
E Beslan que se exploda!
16 janeiro 2008
PPS e PPT: O novo vírus?
Que tarefas seriam estas, deverá estar-se perguntando meu eventual leitor, e eu respondo: Reenviar-se a todos os computadores conectados a aquele servidor e mandar imprimir todos os arquivos que encontrasse estavam entre as prosaicas tarefas que paralisaram empresas e universidades inteiras durante dias.
O tempo passou, e novas implementações deste mesmo vírus foram aparecendo, procurando fazer o mesmo que ele: Paralisar servidores pelo excesso de trabalho. Mas apareceram softwares antivírus que os detectam assim que chegam aos milhões de computadores que hoje estão conectados à rede, e estes vírus terminaram tendo pouca ou nenhuma oportunidade de voltar à berlinda e às manchetes.
Aí apareceu a terceira geração de chatos, que fazem as pessoas tambem perderem tempo, além dos computadores. Chatos que não apenas são indetectáveis mas tambem são extremamente eficazes em desperdiçar o tempo (pessoal e computacional) alheio e conseguem, ainda hoje, paralisar servidores corporativos e provedores de internet: Os PPS e PPT.Mas, a senhora me pergunta, o que diabos são esses PPS? São arquivos de apresentaçãos de slides gerados no Powerpoint com pouco (ou nenhum) texto, mas cheios de figurinhas lindas, sons e fontes coloridas e animadas. Para passar uma mensagem de 10 linhas, cria-se 15 a 20 slides com fotos de cãezinhos, gatinhos, abelhas, fontes coloridas, uma canção dos Beattles (inteira, e em alta qualidade) e pronto! Aí temos um PPS de 8MB. Depois é só enviá-lo por email para umas 20 pessoas ingênuas que elas se encarregarão de repassá-lo para todos que conhecem, que repassarão, para mais dezenas ou centenas de pessoas, que repassarão...
Em pouco tempo servidores inteiros serão paralisados apenas para enviar estes enormes emails sobre nada, e uma das ferramentas de comunicação mais úteis da história é inutilizada.Apenas para que a senhora veja se o que estou dizendo não é verdade: Preste atenção quando estiver baixando seus emails. Quando a barrinha de progresso der uma parada no tempo e demorar a chegar uma mensagem, preste atenção e verá que aquela mensagem que demorou é uma com um anexo cheio de fotos, canções e blablablá.
Vivo informando as pessoas sobre esta nova maneira de desperdício de tempo, mas tem gente que não entende, portanto às vezes me vejo obrigado a bloquear a entrada de emails de pessoas que insistem em enviar este tipo de lixo eletrônico. Quem sabe se todos nós não fizermos o mesmo a Internet, hoje lenta, não se agilizará?
31 dezembro 2007
How did the Grinch steal Christmas?
E não falo apenas de meu Natal, ou do de minha família, mas do Natal. A quantidade de gente que vi ter e comentar que teve um mau Natal este ano foi, no mínimo, assustadora.
Vou começar contando o meu Natal:
Começou com a quebra de uma tradição. Minha família todos os anos, às 1800 em ponto, faz o Ritual da Decoração do Queijo do Reino e do Pernil, coisa que parece bobagem para os outros, mas que é um dos momentos mais felizes e familiares de nosso ano. Um momento que espero o ano todo. Consiste em abrirmos e fatiarmos o queijo do reino e o pernil, colocarmos eles nas travessas em que serão servidos, decorá-los e comê-los. Não parece muito, mas toda a família faz parte do ritual, com eu abrindo e fatiando o queijo, meu pai fatiando o pernil, minha irmã abrindo as latas de conserva e decorando ambos, minha mãe reclamando de todos nós, brigando por que estamos comendo antes da hora, sempre de mau-humor, minha tia rindo de todas as brincadeiras que fazemos, e no final comer todas as delícias de Natal, os bolos, o pernil, o queijo do reino, etc. Após isso, vamos à missa, depois trocamos os presentes e então vamos à casa em que será celebrado o Natal, sempre de alguem da família da minha mãe. Ou então a família vem à nossa casa. Uma noite completa, feliz e em família, com muito amor e carinho.
Mas este ano, como o Grinch roubou o Natal, ninguem estava com o espírito de Natal, meus pais inventaram de ir a uma missa mais cedo, às 1900, e portanto não quiseram fazer o Ritual do Queijo do Reino. Chegando à igreja (do Colégio das Damas, em Recife), claro que não havia missa. Voltamos nas carreiras até em casa para comer - nas carreiras, lógico - qualquer coisa e depois fomos à missa de sempre, nas Graças. Então o mal-humor já se havia instalado. Voltamos para casa para esperar meus tios, mas foi uma noite horrível, em que ninguem estava de bom humor, ninguem brincou, ninguem fez carinho, todos brigaram e se alfinetaram. Enfim, uma noite para ser esquecida.
O mesmo aconteceu com outros primos meus, por parte de pai.
O mesmo eu vi na televisão, só desgraças, só famílias desabrigadas, com fome, só o mal...
Agora eu lhe pergunto de novo, meu querido e único leitor, o senhor, que é tão sábio poderá me responder como o Grinch conseguiu roubar o Natal?
Boa noite para o senhor, e que o Natal de 2008 seja tão bom para todos quanto deve ser!
17 abril 2007
Aniversário
Todos os anos o dia do meu aniversário costuma ser o dia mais triste do ano.
É o dia em que faço o meu balanço anual.
Peso o que fiz de bom e mau, o que alcancei dos meus planos e o que não alcancei. É o dia em que descubro o quanto falhei no ano que passou.
Normalmente, passo o dia acabrunhado.
Mas este ano seria diferente. Tudo estava indo bem, pois embora o balanço de contas estivesse no negativo, tudo indicava que no próximo ano eu compensaria, e com lucros, o que deixei de fazer nos últimos 2 anos. Estava até alegre, nem mesmo os presentes detestáveis que ganhei conseguiram diminuir a minha alegria.
"Mas a vida é uma caixinha de surpresas..."
Ironicamente no mesmo instante em que minha psicóloga dizia que, aparentemente, o cosmos estava conspirando para que eu realizasse meus sonhos e ambições, o telefone estava tocando (no silencioso). O moraor da fazenda queria dizer-me que Juma de Camaratuba, uma de minhas melhores doadoras, e uma das 3 melhores vacas de meu plantel, segunda em meu coração apenas para Duquesa da Santa Rita, estava empanzinada.
Passei o resto do dia dividido entre um trabalho estúpido em um computador da firma e a preocupação com Juma. Cheguei a ir à fazenda, para tratá-la eu mesmo, mas não adiantou. Às 0315 da manhã, enquanto eu me preparava para sair para irà fazenda tentar ajudá-la, Sandro me ligou avisando que ela estava morrendo.
às 0400, enquanto eu estava já a caminho, liguei para a fazenda, apenas para receber a notícia de que minha linda doadora tinha, nas palavras de Sandro, "falecido".
Engraçado, esse gado Gir... Como eles entram no coração de quem lida com eles... Se fosse outra vaca qualquer, provavelmente Sandro teria dito que "acabou de morrer", ou que "perdemos ela", mas para uma vaca tão especial, ele só pôde dizer o termo aplicável a humanos, a pessoas bem-quistas: Faleceu.
Este post é uma homenagem a você, Juma. Que aí em cima, junto com os Krishnas (teu tataravô e o deus), você saiba o quanto foi amada e querida aqui na terra, e a falta que nos fará.
O consolo que resta é saber que você está em um lugar muito melhor que este, está de volta ao céu, ao Nivana, que é o lugar de deusas como você.
Um beijo, minha estrela, onde quer que você estiver!
13 março 2007
A descoberta do amor
Mas hoje eu digo de novo: Engraçado como acontece...
Como o senhor, meu único leitor sabe, depois de tantas desilusões, pancadas e sofrimento, eu achava que tinha perdido a capacidade de amar. Aliás, achava que o verdadeiro amor, o romantismo, e principalmente a reciprocidade, é algo que só existe em filmes e desenhos animados. Apenas Shrek conseguiu casar-se com uma princesa e ser feliz para sempre. Apenas para que conste, Romeu, a maior efígie do amor perfeito, só amou e foi amado por uma semana, só teve a sua esposa por uma noite...
Mas, engraçado como acontece...
Desiludido que estava, preparei-me para encontrar, se existisse, alguem com quem eu conseguisse dividir a minha vida, uma mulherzinha que estivesse disposta a conviver comigo, com poucas brigas, e um carinho ocasional, e ir levando a vidinha até que meu tempo aqui em cima terminasse.
Mas é engraçado como acontece...
Arrumei uma namoradinha, criatura boa, legal, de bom coração, e fui namorando-a. Fui conhecendo-a... Fui gostando do que estava acontecendo, até que... Aconteceu!
Um dia, aliás, na terça-feira de carnaval deste ano, por acaso olhei pra ela e - PIMBA! notei que estava sorrindo feito um bobo (ainda mais bobo do que sou), pensando em como será a minha velhice com ela...
Engraçado como aconteceu.
Em um instante, no tempo de uma piscadela, notei que estava amando. Que mais uma vez eu tinha caído na armadilha do destino. Que era de novo prisioneiro. E as dúvidas me assaltaram: Será que virá tudo de novo? Será que estou fadado a este eterno ciclo?
Aí, só quem sabe é o destino, e ele não diz nada a ninguem...
Engraçado... Como será que acontecerá?
07 agosto 2006
Domingo
- Após mais um dia de cão, em que o abandono e a indiferença mais uma vez me prostraram e quase desidrato por causa da perda de água, este poema nasceu. Pelo menos algo de bom saiu de um dia tão horrível.
Dúvidas de Domingo
06/08/06
Enquanto minh’água
O papel ensopa,
Lá dentro minh’alma
Triste, se esgota.
Por que sou tão solitário?
Por que viver sozinho?
Por que tão abandonado?
Tão só no caminho?
Será meu destino
Tornar-me ermitão?
Por que, desde menino,
Tanta solidão?
Por que meu maior sonho
Nunca realizarei?
Será que neste abandono
Sempre viverei?
Sem lar, sem família
Sem companhia nem nada,
Falando com a mobília,
Ouvindo a empregada?
Meus pais, uma mulher,
Ter filhos, amor,
Como outro qualquer
Não serei merecedor?
Uma pequena gentileza,
Um carinho, Uma ligação,
Um prato, uma miudeza,
Feitos com o coração?
Não mereço nada disso,
Feio, inútil, maldito.
Por isso profetizo
Viver sempre proscrito.
A água já me turva
A vista tão cansada
Melhor parar, que já custa,
Esta confissão desbragada.
Mainha, Patolina
29 maio 2006
Em Verde
13 março 2006
Minha Deusa
17 outubro 2005
A Angústia de uma Espera
Um dos meus favoritos...
A angústia de uma espera
20/09/95
Por que tanto tens batido?
Por quem tanto sofres
E choras e tremes
Deixando-me cansado e doente?
Talvez seja por aquela ingrata
Que te possui e te maltrata
Primeiro te seduz,
Te alegra e te faz cantar.
Depois some
Te deixando com fome
Sem ter como te saciar.
As horas vão passando
A noite vem chegando
E ela nada de ligar
O telefone toca,
Você para.
Te aquieta, idiota!
Era só uma velhota
Procurando um hospital.
As horas ainda passam,
A noite agora é completa.
Onde está minha boneca
Que notícias não tem dado?
Vou dormir contrariado,
Cansado da espera.
Mas qual!
Você está excitado
E o menor ruído nos desperta.
Chega a manhã ensolarada
Mas não nos diz nada
Pois a noite mal dormida
Nos cobra a sua paga.
Passamos o dia amuados,
Nervosos, irritados.
Onde está ela
Que até agora não tem ligado?
Paro para pensar e descubro:
Na verdade estou batendo em um muro.
Ela nunca em mim pensou...
Não valia o tamanho de nossa dor...
23 setembro 2005
A Estrada

A Estrada
Ela - a estrada!
Estende-se à minha frente.
Buracos não são nada,
Voa a minha mente...
Quilômetros se sucedem,
Não vejo o tempo passar.
Duas coisas me impedem:
Velocidade, e vontade de chegar...
Não vejo nada, faróis me cegam.
Pensamentos voam longe
E a ti me levam...
Estás onde?
Insetos morrem à minha frente,
Uma raposa atravessa a estrada.
Não sais de minha mente,
Minha querida, amada.
Corro como o vento,
Na pressa de chegar.
Perdi noção do tempo...
Estarei a sonhar?

12 setembro 2005
Acróstico
Acróstico do Destino
março – abril / 2004
A feição daquela menina
Naquela festa estava
Instalando-se na minha sina.
Numa noite de fevereiro
Elga dela me aproximava.
Dezesseis dias depois
Um beijo meu destino selou.
Aquela menina tão doce
Rindo me conquistou.
Telefonemas à noite
E quinzenalmente os encontros.
Cada vez mais
O amor me invadia.
E por aquela donzela
Loucuras eu faria.
Holocausto de amor
Onze meses depois acontecia.
Aquela linda mulher
Muito mais eu amava.
Outra qualquer
Risco nenhum lhe dava.
Dela, para sempre
Amando eu continuava.
Mas o destino,
Infelizmente tinha planos.
Numa série de desatinos
Hora a hora nos separamos.
Aquele casal se desfazia...
Veio um dia a gota d’água
Irritado terminei
Depois disso a vida acaba...
A vida não tem sentido.
26 julho 2005
Meu funeral
'That ... be not told of my death,
Or made to grieve on account of me,
And that I be not buried in consecrated ground,
And that no sexton be asked to toll the bell,
And that nobody is wished to see my dead body,
And that no mourners walk behind me at my funeral,
And that no flowers be planted on my grave,
And that no man remember me,
To this I put my name.' - Thomas Hardy
Ou, em português:
'Que... Não se saiba de minha morte
Nem se sofra por minha causa,
E que eu não seja enterrado em solo consagrado,
E que nenhum sacristão venha a tocar o sino,
E que não se peça que vejam meu corpo,
E que não seja seguido em cortejo,
E que não se plantem flores em minha sepultura,
E que eu não seja lembrado,
A isto subscrevo.' - Thomas Hardy.
09 maio 2005
Putaqueopariu!
Ela não para de falar na porra da festa de casamento, mas não liga a mínima pro casamento em si.
Passa dias passeando pelos shopping centres com a mãe procurando objetos decorativos, mas tratar de ficar bem comigo nada.
Não confia em mim. Pra nada e em nada.
Como não me importo nem um pouco com festa de casamento, mas sim com ela, inventou de me chamar de inútil, de capacho de meu pai. E ontem passou dos limites: Me chamou de mentiroso.
Não agüento mais.
Hoje vou dar-lhe um ultimato, na verdde vou dar-lhe um choque. Vou acabar tudo. Ou ela se orienta ou pego o meu caminho. O que não posso é viver mais assim. De jeito nenhum.
Não agüento mais.
14 março 2005
De novo...
Esta doença é a Síndrome dos Filhos de Quem Tem.
Quando adolesci (segundo a minha terapeuta, aos 20 e poucos anos), tinha crises horríveis de identidade e ódio por causa dela. Por que meu pai controlava tudo na minha vida. Por que eu não era nada, por que eu não tinha nada. Por tudo e por nada. Mas os anos se passaram, a terapia continuou, eu amadureci, cresci, criei luz própria (sem precisar mais negar o meu pai, como eu e outros colegas de doença fizemos) e achei que tinha domado a minha doença de vez, até me esqueci de prestar atenção a ela.
Aí ontem aconteceu: Mais uma vez. Meu pai tinha me prometido comprar-me um apartamento para quando eu me casasse com Cisne. Disse que eu fosse me organizando e procurando algo pois, quando ele tivesse dinheiro, seria para de uma hora para outra, em oito dias, comprarmos. Aí ele ontem fez de novo. Disse que me deu esperanças falsas, mas que não poderia comprar nada nem tão cedo. Que ele tinha sonhado em voz alta sem perceber que eu estava perto, e me deixei carregar. Que ele talvez - talvez - comprasse algo, sim, mas quando vendesse o apartamento em que mora. Em resumo: Que eu me explodisse.
E o que fico mais danado não é por ele ter feito isso, mas é ter caído de novo na mesma esparrela em que caio a tantos anos. Estou danado comigo mesmo por ter caído de novo, por ter-me deixado levar pelo canto da sereia, que me levou a uma recaída da minha doença.
Agora vou arrumar um abrigo até que a tempestade (emocional) passe. Depois a gente conversa mais!
13 setembro 2004
01 de setembro. Dia histórico
Depois de meses de reconquista, de conversa, de mal-entendidos, de compromissos, de promessas, de pingos nos is e de maturidade - maturidade que eu nem sabia que tinha, ela voltou.
Isso mesmo, minha Cisne voltou pra mim, e agora é pra sempre. Só não temos a data ainda, mas é pra sempre.
Pense numa alegria!
Ave Maria!
09 agosto 2004
Primeiro poema
Sei que nãopresta, portanto vossência não precisa me dizer isto, OK? Mas se quiser dar uma dica esteja à vontade!
Pop x Nerd
06/09/99
<>História, Geografia,
Física, Química e Matemática.
Muita teoria e pouca prática.
Tu és Pop, eu sou Nerd.
De tua ignorância minha cultura perde.
Dizes besteiras para ser Pop.
Faço computação,
Leitura e nenhum esporte.
Tu és Pop, eu sou Nerd.
Dos teus músculos minha gordura perde.
Perto das mulheres só pago mico
De minha sabedoria fazes graça
Desprezando-a por pirraça.
Tu és Pop, eu sou Nerd.
De tua lábia minha leitura perde.
Poema dedicado a Carmen, Rachel, Lindhanne, Mônica e ao meu amigo SWB.
20 julho 2004
Um sonho...
Será que um dia terei um filho?
Um bebê lindo e sorridente?
Um bebê saudável em meus braços?
Quem sabe? Quem pode saber?
Só o futuro pode dar uma resposta, que provavelmente será negativa para todas estas perguntas.
Este foi o sonho que tive uma noite, mas é o maior sonho - e esperança - de minha vida. Será que vai se realizar?
11 julho 2004
Começando...
Nem sei se alguem vai ler isto, algum dia, mas de todo o jeito, quero deixar registrado online o outro lado de mim, o verso, cuja frente é o bom-humor de meu outro blog, o SoGréia (sogreia.blogspot.com). Neste blog, de publicação ainda mais devezenquandal, devo postar comentários, idéias, poemas, canções, desabafos... Enfim, tudo o que estiver preso aqui dentro e não tenho ninguem para contar/mostrar, ou não quero dizer/mostrar diretamente a ninguem.
Fiquem à vontade para comentar algo, se quiserem.
Obrigado!